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Ocean Drop, empresa egressa da Incubadora da Univali, se compromete em retirar resíduos do mar a cada produto vendido

Iniciativa, em parceria com o Instituto Ecosurf, é chamada de Missão Oceano Vivo


por João Francisco de Borba | 19/02/2021

A empresa de suplementos alimentares à base de algas marinhas, Ocean Drop, firmou parceria com o Instituto Ecosurf para, além de desenvolver ações de alerta e conscientização sobre a poluição no oceano, implementar uma iniciativa que pretende recolher três toneladas de resíduos da zona costeira. O projeto, chamado “Missão Oceano Vivo" tem como objetivo inicial recolher 25 gramas de resíduos a cada produto vendido.

Para quem considera que 25 gramas de resíduos podem ser pouco, essa quantidade de resíduo/lixo no litoral equivale, aproximadamente a: 12 canudos plásticos descartáveis; 12 copos plásticos descartáveis; seis sacolas plásticas descartáveis; e uma garrafa pete de um litro. Numa análise empática, 25 gramas de resíduos podem acarretar a morte de 12 tartarugas.

“As pessoas estão `anestesiadas` em hábitos que vão na contramão de uma postura que quer ajudar o planeta. Não são práticas intencionais. Aqueles que possuem visão mais ampla e clara da situação, quebram estas anestesias. Um pacto pelo planeta e pela vida deve ser um comprometimento não só das empresas, mas da sociedade como um todo. Oceano Vivo representa, sem dúvidas, a contribuição com impactos positivos nas relações ecossistêmicas de todos os seres. Direta ou indiretamente, estamos todos conectados de alguma forma e os oceanos são peças-chave desse quebra-cabeça. É literalmente impossível ter um planeta vivo sem um oceano Vivo", explica João Becker, oceanógrafo e colaborador da Ocean Drop.

O projeto vai contar com um site em que um “coletômetro" irá mostrar, em tempo real, a quantidade de resíduo recolhido. Todo esse material coletado será oferecido para cooperativas parceiras do Instituto Ecosurf, que irão submeter para reciclagem, possibilitando fins sociais, ambientais e educativos. Para além do resultado da iniciativa, o processo e a jornada da ação também são muito importantes, uma vez que também serão realizados mutirões educativos, aulas de ecologia, práticas esportivas, ensinamentos de técnicas de reciclagem, além de diversas outras atividades com finalidades ambientais.

A Ocean Drop iniciou as atividades como empresa incubada na Universidade do Vale do Itajaí (Univali). “Temos muito orgulho do desenvolvimento da empresa a partir do seu processo de incubação", diz o reitor, Valdir Cechinel Filho, e complementa: “Além de atualmente ser uma empresa economicamente viável, tem esse viés de preocupação ambiental, o que contribui para a vida nos oceanos e em todo o planeta".

A questão do lixo nos oceanos

A Organização das Nações Unidas (ONU) deu início, em 2021, à Década do Oceano. O objetivo é que nos próximos dez anos a humanidade aumente o seu conhecimento sobre as águas que cobrem 70% do nosso planeta. Essa imensidão absorve um terço do gás carbônico produzido pela atividade humana, estabiliza o aquecimento global e serve à subsistência direta de bilhões de pessoas. Ou seja, a Década do Oceano depende do esforço de todos os setores da sociedade.

A ONU, por meio dos seus 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODSs) busca um pacto global pelo meio ambiente. E um deles, o ODS 14, visa prevenir e reduzir significativamente a poluição no ambiente marinho de todos os tipos, especialmente a que advém de atividades terrestres. Hoje, aproximadamente 13 mil unidades de lixo plástico são encontradas a cada quilômetro quadrado do oceano.

A intenção da ONU é até 2025 prevenir e reduzir significativamente a poluição marítima de todos os tipos, especialmente a que advém de atividades terrestres, incluindo detritos marinhos e a poluição por nutrientes. A contribuição da iniciativa da Ocean Drop e do Instituto Ecosurf pode contribuir para minimizar os números atuais de 14 milhões de toneladas de plástico no fundo do mar, 8 milhões de toneladas de plásticos entram no oceano anualmente, 90% das aves marinhas com fragmentos de plásticos no estômago, e a perspectiva de que até 2050, teremos mais plásticos do que peixes nos oceanos.

Para mais informações: https://www.oceandrop.com.br



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