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Estudo rastreia pessoas com fenótipos raros de sangue no Brasil

Proposta do grupo da Univali busca garantir mais rapidez na localização de doadores compatíveis


por Natália Uriarte Vieira | 14/09/2017

Itajaí - Já parou para pensar na importância de saber o seu tipo de sangue? Além dos fenótipos mais conhecidos, que são: A, B, AB e O, há fenótipos raros, com características únicas de outros sistemas de grupos sanguíneos. Hoje, no Brasil, se uma pessoa enquadrada nestes grupos raros precisar de uma transfusão é provável que o processo atrase ou que ela receba um sangue incompatível. Sabe por quê? O país não possui um sistema de cadastro nacional de sangues raros.

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Um estudo multicêntrico em desenvolvimento no curso de Biomedicina da Universidade do Vale do Itajaí (Univali) propõe o rastreio de pessoas que nunca doaram sangue, com idade entre 14 e 60 anos, para detecção dos fenótipos raros Bombay e Para-Bombay, que são apenas doadores e recebedores deles mesmos. Indivíduos que tentaram doar sangue, mas não conseguiram por não atenderem os critérios exigidos também poderão participar do mapeamento.

As acadêmicas Helena Feiler Rescaroli e Juliete Marques, sob orientação do professor Alexandre Geraldo, do curso de Biomedicina da Univali, são autoras do trabalho de conclusão do curso intitulado "Screening para Fenótipo Bombay e Para-Bombay no Brasil". A pesquisa será realizada a partir de parcerias com instituições de saúde e educação, para coleta de amostras e realização dos testes de rastreio de doadores.

"Buscaremos mapear onde estão localizados os brasileiros com estes fenótipos raros. Hemocentros e outras instituições de diversos Estados já manifestaram interesse em participar. Será o primeiro estudo em larga escala, neste sentido, no País", afirma o coordenador da pesquisa Alexandre Geraldo, especialista em Hematologia e Hemoterapia.

Estudo segue até 2020

O trabalho iniciou no primeiro semestre deste ano, com cronograma que prevê atividades até 2020. No momento, o grupo está selecionando as instituições parceiras. Mas, as organizações que tiverem interesse em participar e atenderem aos critérios previstos, podem entrar em contato direto com os gestores da pesquisa. A coleta e o recebimento das amostras encaminhadas pelas parceiras, a realização da fenotipagem e a detecção dos casos de Bombay e Para-Bombay começam ainda este ano. Em 2018, o grupo inicia uma série de palestras em escolas e universidades, para abordar o tema e sensibilizar o público.

A partir dos dados coletados pretende-se analisar estatisticamente a frequência dos dois fenótipos raros estudados, nos Estados participantes; estruturar um banco de dados com fenótipos raros; e disponibilizar para a Coordenação Geral de Sangue e Hemoderivados os dados das pessoas identificadas, para eventual convocação para doação de sangue.

Fenótipo Bombay: o Falso O

O Bombay, primeiro variante deficiente do gene H, é também conhecido como "Falso O", pois o exame de tipagem simples aponta fenótipo O. Por isso, a tipagem estendida, mais detalhada, é aplicada principalmente em pessoas do grupo sanguíneo O.

Mais informações: (47) 3341-7540, na coordenação do curso de Biomedicina da Univali.

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