Palavra do Capelão

“Conta-se que havia duas mulheres que eram vizinhas, mas não se falavam. Elas tinham temperamentos extremamente diferentes.

A casa de uma estava sempre cheia de pessoas, pois era uma mulher agradável e simpática. Ao contrário da casa da outra, que estava sempre vazia, pois era uma mulher amarga, antipática e muito chata. Este fato a deixava revoltada. Sozinha, ela pensava: “Quem esta mulherzinha pensa que é?”

Certo dia, tomada pela inveja, ela resolveu dar a sua vizinha um presente nada original. Ela dirigiu-se ao seu quintal, onde havia uma criação de galinhas, encheu uma cesta de esterco, cobriu com um pedaço de pano e pediu à empregada que levasse o presente.

Toda envergonhada, a empregada dirigiu-se ao portão da vizinha e entregou-lhe a encomenda. Quando ela ergueu o tecido e viu o tipo de presente, sorriu, agradeceu com gentileza e convidou-a para tomar um cafezinho. Sem compreender, a empregada aceitou.

Enquanto isso, ela dirigiu-se à lateral da casa onde havia um lindo jardim e colheu as mais lindas flores. Colocou-as em uma cesta semelhante, cobriu com um tecido de linho finíssimo e entregou à empregada, solicitando que retribuísse o presente enviado.

Ao chegar a casa, a vizinha olhou para aquela cesta e começou a praguejar: “Ah! Esta mulher não sabe com quem ela mexeu!” Talvez, porque estivesse esperando algo semelhante ao presente enviado, mas qual foi a sua surpresa quando levantou o tecido e viu as mais lindas flores com um cartão que dizia: “Vizinha, cada um dá o que tem de melhor”.

Estamos começando, com a graça de Deus, mais um ano acadêmico e nesse ano temos a oportunidade de mais uma vez podermos fazer valer a pena, de dar o que temos de melhor e como Igreja estamos vivendo um tempo de graça, o nosso Papa Francisco decretou este ano como sendo um ano da misericórdia e ele nos ensina o que é essencial na vida dos cristãos.

“E o essencial, segundo o Evangelho, é a misericórdia, como diz Jesus: “Sede misericordiosos como o vosso Pai é misericordioso”. Pode existir um cristão que não seja misericordioso? Não, o cristão necessariamente é misericordioso, pois este é o fulcro do Evangelho”, comentou o Papa.

Conforme Francisco, a Igreja nos ensina que não basta amar a quem nos ama ou nos faz o bem; é preciso dar de comer e beber a quem tem fome e sede. E que devemos visitar e cuidar daqueles que estão doentes, presos, abandonados, daqueles que estão próximos da morte. Não com lições teóricas, mas com o exemplo de tantos santos e santas que serviram Jesus através do amor ao próximo; e nos ensina também com o exemplo de tantos pais e mães que educam seus filhos a compartilhar o que têm.

Que possamos fazer uma bela experiência do amor de Deus em nossas vida acadêmica, social, familiar e pessoal. Que possamos experimentar a graça de Deus em nossa vida e que façamos dela o nosso presente pra Deus. A vida que temos foi um presente de Deus e o que fazemos com nossa vida será o nosso presente para Deus.

Pe. Antônio Braz de Oliveira

Missão do Capelão

Ao provisionar o Capelão, o Decreto deixa clara a sua missão:
 
- “Anunciar a Palavra de Deus; - estimular obras que promovam o espírito evangélico, também no que se refere à justiça social;
- empenhar-se para que os fiéis se alimentem com a devota celebração dos sacramentos;
- incentivar a oração; - participar das preocupações da família universitária, principalmente de suas angústias e dores, confortando-a no Senhor;
- reconhecer e promover a parte própria que os fiéis leigos têm na missão da Igreja;
- trabalhar para que os fiéis sintam-se membros da Igreja e participem ou colaborem nas obras destinadas a promover a comunhão” (Cân. 528-530).
 
A respeito dos mencionados cânones na Provisão de nomeação do Capelão, deixam clara sua missão análoga à dos párocos:
 
- “O Pároco tem a obrigação de fazer com que a palavra de Deus seja integralmente anunciada aos que vivem na paróquia; cuide, portanto, que os fiéis leigos sejam instruídos nas verdades da fé, principalmente através da homilia, que deve ser feita nos domingos e festas de preceito, e mediante a instrução catequética que se deve dar. Estimule obras que promovam o espírito evangélico, também no que se refere à justiça social. Tenha especial cuidado com a educação católica das crianças e jovens. Procure com todo o empenho, associando a si o trabalho dos fiéis, que o anúncio do evangelho chegue também aos que se afastaram da prática da religião ou que não professam a verdadeira fé” (Cân. 528 § 1);
 
- “Cuide o pároco que a santíssima Eucaristia seja o centro da comunidade dos fiéis; empenhe-se para que os fiéis se alimentem com a devota celebração dos sacramentos e, de modo especial, que se aproximem freqüentemente do sacramento da santíssima Eucaristia e da penitência. Esforce-se também para que sejam levados a fazer oração em família, e participem consciente e ativamente da sagrada liturgia. Sob a autoridade do Bispo diocesano, o pároco deve dirigir a liturgia na sua paróquia e é obrigado a cuidar que nela não se introduzam abusos” (Cân. 528 § 2);
 
- “Para cumprir diligentemente o ofício de pastor, o pároco se esforce em conhecer os fiéis entregues a seus cuidados. Por isso, visite as famílias, participando das preocupações dos fiéis, principalmente de suas angústias e dores, confortando-os no Senhor e, se tiverem falhado em alguma coisa, corrigindo-os com prudência. Ajude com exuberante caridade os doentes, sobretudo os moribundos, confortando-os solicitamente com os sacramentos e recomendando suas almas a Deus. Especial cuidado dedique aos pobres e doentes, aos aflitos e solitários, aos exilados e aos que passam por especiais dificuldades. Empenhe-se também para que os esposos e pais sejam ajudados no cumprimento de seus deveres; incentive na família o crescimento da vida cristã” (Cân. 529 § 1);
 
- “O pároco reconheça e promova a parte própria que os fiéis leigos têm na missão da Igreja, incentivando suas associações que se propõem finalidades religiosas. Coopere com o próprio Bispo e com o presbitério da diocese, trabalhando para que também os fiéis sejam solícitos em prol do espírito de comunhão na paróquia, sintam-se membros da diocese e da Igreja universal e participem ou colaborem nas obras destinadas a promover essa comunhão” (Cân. 529 § 2);
 
As funções especialmente confiadas ao pároco são as seguintes:
 
1º - administrar o batismo;
2º - administrar o sacramento da confirmação aos que se acham em perigo de morte, segundo o cân. 883, n. 3;
3º - administrar o viático e a unção dos enfermos, salva a prescrição do cân. 1003, §§ 2 e 3, e dar a bênção apostólica;
4º - assistir aos matrimônios e dar a bênção nupcial;
5º - realizar funerais;
6º - benzer a fonte batismal no tempo pascal, fazer procissões fora da igreja, e dar bênçãos solenes fora da igreja;
7º - celebrar mais solenemente a Eucaristia nos domingos e festas de preceito” (Cân. 530).
 
Com o Capelão, em íntima harmonia, atua o Coordenador de Pastoral, exercendo importante papel de organização e articulação de todas as atividades. O primeiro Coordenador foi o Prof. Renato André Whölke (2002), que sistematizou o primeiro Plano de Pastoral da Capelania, seguido do Prof. Benedito Galato (2003) e, atualmente, Prof. Arildo Simão da Silva. Contamos, ainda, com a colaboração efetiva de três acadêmicos (estagiários), de modo que há alguém disponível para atendimento nos três períodos do dia (matutino, vespertino e noturno).
 
Pe. Antônio Braz de Oliveira
- Capelão -