Mar-Eco

​O ambiente de mar profundo compreende cerca de 50 % da superfície terrestre e caracteriza-se por ser o maior ecossistema contínuo do planeta. Este ambiente é um ecossistema dinâmico, diverso e produtivo, sendo habitado por comunidades geralmente frágeis e vulneráveis aos efeitos da atividade humana. 

O projeto “MAR-ECO: Padrões e Processos dos Ecossistemas da Cordilheira do Atlântico Norte” teve início em 2001, no âmbito do Censo da Vida Marinha, com o objetivo de estudar uma importante fração do oceano profundo: a cordilheira meso-oceânica. 

Esta província fisiográfica constitui uma das feições mais proeminentes do fundo oceânico e exerce forte influência nos padrões de circulação e distribuição da vida marinha. É uma cadeia de montanhas submersas com aproximadamente 2 a 3 km de altura, que percorre todas as bacias oceânicas, totalizando cerca de 60.000 km de extensão. 

Através da utilização de equipamentos de última geração e da participação de uma equipe interdisciplinar de renomados cientistas, o MAR-ECO levantou os padrões de diversidade e estudou os processos ecológicos associados à cordilheira meso-oceânica entre a Islândia e o Arquipélago de Açores, contribuindo significativamente para as questões centrais do Censo da Vida Marinha. Além disso, desenvolveu tecnologias e estratégias de amostragem que poderão ser replicados para outras regiões do planeta. 

O projeto “MAR-ECO: Atlântico Sul” teve início em 2006, como uma extensão do projeto MAR-ECO, e foi estabelecido no intuito de promover conhecimento sobre a vida marinha existente na cordilheira meso-oceânica no Atlântico Sul, considerada uma área prioritária pelo Censo da Vida Marinha.